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CAMPANHA EM FOCO
| ACONTECEU NAS OLIMPÍADAS DE 2004 |
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| Escrito por Ruth Judice | |
| 13-Apr-2010 | |
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Estudávamos muito, todo o alicerce do que sou hoje surgiu ali. Ao mesmo tempo praticávamos esportes. Numa época em que as alunas de alguns colégios de freiras ainda eram obrigadas a tomar banho de camisola, nós aprendíamos a nadar numa piscina nossa. Jogávamos tenis, fazíamos atletismo com competições, dentro do interesse de cada aluno. Havia ainda a ginástica, três vezes por semana, que era obrigatória. Por que os colégios fugiram dessa diretriz? Quando a educação, no Brasil, voltará a ser o principal esteio da formação dos jovens? É neles que o país tem que investir. A intenção primordial sempre será ilustrar a mocidade, mas ao mesmo tempo introduzir o esporte no seu currículo. O esporte preenche o vazio que faz o jovem procurar a droga.
Estamos acompanhando, com maior ou menor atenção as Olimpíadas que estão acontecendo na Grécia, onde elas nasceram em 776 a.C. Quem está mais atento e já acompanha há mais tempo, já se perguntou alguma vez, porque os Estados Unidos conseguem tantas medalhas? De onde vem essa pujança? Para mim a resposta é uma só. Vem dos colégios, das high schools, e amadurece nas Universidades. E não pára por aí. As Universidades se confrontam, nas diversas modalidades de esportes. Daí, é um pulo para os Campeonatos do Mundo e deles para o maior confronto entre os desportistas – As Olimpíadas. Ao lado de tudo isso, o que não se pode esquecer é de aprimorar nossa cultura. Por exemplo, um desportista que vai a Atenas para acompanhar as Olimpíadas, deve ter um pouco de interesse em saber o que pode encontrar na cidade. E em cidades históricas como a capital da Grécia, até um pouco mais que isso. Saber o que é classicismo. Saber que a antiguidade clássica juntou duas grandes civilizações, a grega e a romana.E em Atenas, pelo menos saber da importância do Parthenon (448-432 a.C), templo construído no apogeu grego, para a deusa Atena Parthenos, onde Fídeas, executou todas as maravilhosas esculturas que existiam no frontão e no frizo do edifício e que hoje enchem os Museus da Europa (principalmente os de Londres).
- O que você achou da Acrópolis? Resposta apontando para o conjunto: - “Lá? Só tem um monte de pedra. Mas é legal”. Depois disso, só me restou desligar a televisão, horrorizada... Primeiro blasfemei e depois, invadiu-me uma tristeza. Muda Brasil! Este artigo, atualizado, foi publicado no Jornal Tribuna de Petrópolis em 01/09/2004 |
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| Atualizado em ( 21-Jul-2010 ) |
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Em São Paulo onde nasci e estudei tive a boa sorte de ser interna num colégio excepcional: Colégio Stafford. Eduquei-me sob o lema: "MENS SANA IN CORPORE SANO" (Mente sã em corpo são) Já faz muito tempo, ainda nos anos 40. A máxima de Juvenal (sátiras, X, 356) lembrava que o homem sábio só pede aos céus a saúde da alma aliada à saúde do corpo. Atualizando, hoje diríamos: que a saúde do corpo é essencial à saúde do espírito.
Ao subir na Acrópolis (acro + polis = cidade alta) passar primeiro pelo Propileus (pórtico de entrada), depois olhar para a esquerda e deliciar-se com as Cariátides (mulheres da Cária) que ficam ao lado do Erectherion, para então fazer o que todos que conhecem desejariam: - ajoelhar-se diante do Parthenon para reverenciar uma das obras máximas de arquitetura ocidental! E não falar o que eu ouvi ontem pela televisão. Uma jovem, esposa de desportista brasileiro atuando nas Olimpíadas, quando entrevistada ouviu do repórter a seguinte pergunta:






