Artes Cênicas
Aquilo que não se move... PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lúcia Judice   
09-May-2009

O espetáculo narra de forma viceral a incapacidade humana de realizar vontades. A discussão sobre os caminhos para se alcançar os desejos é o mote do espetáculo. Tudo começa com um “não”.

A saga de Olga, Irina e Masha do Clássico de Tchecov na visão de um “eu” contemporâneo foi a inspiração de Elio e Oliveira para produzir "Aquilo que não se move". Na própria vivência familiar, o ator e produtor busca os parâmetros entre a dificuldade de deslocar-se de Kirsanov à Moscou e a que sua própria mãe viveu
ao deslocar-se de Sergipe ao Rio de Janeiro.

Cia. Teatro de Extremos, que produziu o monólogo, numa releitura de Tchevov, que abiru
o Festival de Teatro de Curitiba. A Adaptação de Elio de Oliveira contou cm Direção de Marília Martins, Daniela Fossaluza e Marília Martins. Coreografia de Esther Weitzman e Edney D’Conti.  

Após o sucesso no FRINGE 2007 com Ataraxia, a Companhia Carioca Teatro de Extremos volta ao Festival de Curitiba com a estréia de AQUILO QUE NÃO SE MOVE, ausada montagem das “Três Irmãs” de Anton Tchecov com apenas um ator em cena. “Aquilo que Não se Move” é um espetáculo que trata da incapacidade humana de perceber e principalmente de desfrutar da felicidade.

Exatamente um ano após a festa de Santa Irina, as três filhas de um falecido oficial do exército Russo não suportam mais a nulidade de suas vidas e atribuem suas frustrações ao local onde vivem - uma pequena cidadela numa província Russa. Decididas a retornarem a capital Moscou, as três irmãs do espetáculo “Aquilo que Não se Move”, encontram-se numa interpretação fundamentalmente simples na figura de um único homem cotidiano que busca uma simples ação: Mover-se entre dois pontos, de Kirsanov para Moscou, do Sergipe para o Rio de Janeiro, do insatisfeito para o realizado.   A queima de centenas de palitos de fósforo na abertura do espetáculo a partir do incêndio que ocorre no texto original ilustra o paradoxo da “simplicidade complexa” desta encenação. O espaço está nu, aberto, escancarado. O público percebe que desde os primeiros passos rumo ao palco, desde antes do primeiro sinal
que já está fazendo parte do espetáculo.

 

Atualizado em ( 08-Apr-2010 )
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