História da Arte
"Ruth, aquela que surpreende" PDF Imprimir E-mail
Escrito por Ruth Judice   
21-Jul-2010

lanamento_livro_hilde033.jpgMiúda, discreta, suave, companheira sempre pronta ao lado do marido, arquiteto vitorioso e importante, Sergio Judice, aquele que nos anos 70 virou grife, assinando as casas mais poderosas do Rio e de Petrópolis (com muita madeira nobre, paredes de vidro, banheiros com os melhores mármores, lápis lázuli até), Ruth Judice poderia ser muito mais do que isso e é! Sumida das festas e das badalações trepidantes do Rio há bem mais de duas décadas, desde que, com Sergio, optou por se refugiar na Inspiradora Petrópolis, Ruth agora nos surpreende mostrando do que ela é capaz...

Com ânimo de marinheira corajosa, ela singrou os mares da poesia, desde seus primórdios, começando pelos versos singelos de Akenaton, Faraó do Egito, passando pela Europa da Idade Média, as descobertas do Novo Mundo, todo o movimento da Arte Moderna; navegando pelos poetas-músicos brasileiros e atacando o barco de sua imensa curiosidade na poesia urbana de nossos dias...

Esta é a pequena Ruth: imensa em suas pretensões, para alegria de nós todos, que, como ela, amamos nos perder nas ondas impetuosas de qualquer bom poema. Editado pela Crayon, o livro foi lançado na Livraria Travessa, com um mundão de gente fazendo fila por um autógrafo...

Ruth sentiu o gostinho daqueles seus tempos de burbulhação e, de novo, voltou à sua Petrópolis da tranqüilidade. Quem sabe para daqui a pouco voltar a nós com uma extraordinária novidade?... Na foto, Ruth Judice, o marido Sergio e toda a família, sua verdadeira e mais completa poesia...

 

Este artigo foi publicado no Jornal do Brasil, Caderno B – Hildegard Angel em 15/08/09

Atualizado em ( 03-Sep-2010 )
 
POESIA pelos séculos afora PDF Imprimir E-mail
Escrito por Ruth Judice   
21-Jul-2010

Moradora de Petrópolis faz viagem literária pelos quatro mil anos do gênero.

Karine Tavares 

passeio__poeosoia042.jpgFoto: “Ruth Judice, que já presidiu o Instituto Histórico de Petrópolis, acaba de lançar livro sobre a história da poesia.”

Presidente do Instituto Histórico de Petrópolis por três gestões consecutivas, Ruth Judice já fez diversos passeios pela arquitetura da cidade, que ajudou a tombar. Estudiosa de artes, arquitetura e escultura, ela acaba de se lançar num novo mundo: o da poesia.

Em “Um passeio pela história da poesia”, a escritora resgata quatro mil anos do gênero, desde o Egito Antigo, com Akenaton (faraó da XVIII dinastia), passando pelo Classicismo e Renascimento, até chegar à poesia dos dias atuais criada na agitação do homem moderno e repleta de recursos multimídia. A essa nova arte, ela chega a dar um nome: “poesia urbana”.

– Todo mundo sempre se referiu ao que é feito hoje como poesia moderna ou contemporânea, mas estas são palavras  que nao devem permanecer, quando o tempo passa. Hoje, as pessoas fazem poesia em qualquer lugar, até mesmo paradas no sinal, com um pequeno computador de mão – justifica a autora.

O livro começou a ser escrito a três anos, quando sua filha, Lucia Judice, resolveu lançar um livro de poesias e pediu a ela que escrevesse o prefácio.

– Fiz uma pesquisa tão extensa, que me dei conta que já tinha quase um livro inteiro nas mãos. Resolvi me aprofundar, e foram três anos para concluir o livro – diz ela, que também se aventurou a traduzir poemas transcritos no livro.

Outra ousadia foi incluir um capítulo inteiro sobre poesia na música brasileira. Estão lá Chico Buarque, Vinicius de Moraes e Cazuza.

– As pessoas sempre consideraram a música um gênero menor da poesia. Vinicius era chamado de poetinha por isso. Mas a verdade é que a música e poesia sempre estiveram muito ligadas, desde os menestréis – diz Ruth, que, aos 80 anos, não tem medo de se lançar em novos desafios.

O próximo é dar aulas de história da arte via internet e lançar mais dois livros sobre a arquitetura de Petrópolis

 

 

 

Este artigo foi publicado no jornal O Globo - Serra 05/09/09

Atualizado em ( 02-Sep-2010 )
 
MERGULHO na arquitetura da Cidade Imperial PDF Imprimir E-mail
Escrito por Ruth Judice   
21-Jul-2010
 lanamento_livro_hilde034.jpg

Para comemorar, nada melhor do que se aprofundar nos conhecimentos sobre a riquíssima história da arte de Petrópolis. Esta é a idéia da palestra de Ruth Judice, que presidiu por três gestões seguidas o Instituto Histórico da cidade e é autora dos livros “Palácio de Cristal” e “Igrejas Neogóticas de Petrópolis”, os dois primeiros da série Guias de Arquitetura, da editora Crayon – criada por Lúcia Judice, sua filha.

– Abordarei temas como Chalés Românticos do fim do século XIX, as Igrejas Neogóticas, os casarões onde veraneavam os antigos barões do café, os Palácios, inclusive o do imperador Pedro II e da princesa Usabel, e mostrarei também características importantes do Centro Histórico e do Palácio de Cristal. A palestra se encerrará com o Palácio Quitandinha: seu estilo arquitetônico, sua decoração e a importância de sua construção no cenário internacional – explica Ruth.

  

  

Para os fãs de teatro, hoje, na Bienal, será representada a comédia romântica “Beijos de verão”, de Domingos de Oliveira, que conta a história de dois casais de adolescentes que se conhecem numa temporada de férias chuvosa na Região Serrana. No elenco, Fernanda Souza, Edward Boggis, Gisele Policarpo e Léo Fuchs. Outro espetáculo que brinda a cidade é “Veneza”, com Arlene Sales e Laura Cardoso e direção de Miguel Falabella, em cartaz sexta, no Teatro Municipal.

O público infantil não foi esquecido: na Bienal, haverá contação de histórias, recreação, oficinas de poesia, artes plásticas e cênicas, brinquedos populares, além de teatro de bonecos e dos espetáculos “O cavalo transparente” e “Cantando Sylvia Orthof – Uma viagem musical brasileira”.

 

Este artigo foi publicado no jornal O Globo da Serra em 14/03/04

Atualizado em ( 02-Sep-2010 )
 
CONHEÇA a história de uma arte encantadora, a poesia PDF Imprimir E-mail
Escrito por Ruth Judice   
21-Jul-2010
 

·      A cidadã petropolitana Ruth Judice conta os quase três mil anos desta antiga forma literária.

 

passeio_poesia_2164.jpgO que era para ser apenas um prefácio para o livro de poesia da filha acabou ganhando corpo e se transformou em uma outra obra. Assim nasceu Um passeio pela História da Poesia, da escritora petropolitana Ruth Judice.

O desafio de Ruth era prefaciar um livro de poesia que explorava recursos tecnológicos e que se valia dos multimeios, recursos usuais em nossos dias. Esta tendência deveria ser estudada e precisava de um novo nome. Boa historiadora que é, foi buscar subsídios históricos e levou com isso, três anos, lendo e analisando a poesia de todos os tempos. Sua intenção era fugir do lugar comum  e com  todo esse acervo foi fácil escrever o livro, onde batiza com segurança a poesia do século XXI com o nome de Poesia Urbana (que nasce na "urbs" -cidade).

Em Um passeio pela História da Poesia, Ruth Judice resume mais de  três mil anos de poesia: Segue a cronologia da História da Arte, começa  no Egito Antigo com os versos de Akenaton (faraó da XVIII dinastia), visita a Antiguidade Clássica, delicia-se com os cantos dos jograis da Idade Média, não se esquece de Dante Alighieri, chega ao Humanismo do Renascimento, passa pela Decadência Literária após a Revolução Francesa, estuda o Romantismo, chega ao Simbolismo antes de entrar no Modernismo do século XX. Não pára aí e se aventura pelo século XXI.

Foi no nosso século que Ruth conheceu as mudanças tecnológicas e o fenômeno multimídia. Concluiu que, nas artes como na vida, diária, vivemos uma autêntica Revolução Tecnológica, cenário propício para o surgimento da Poesia Urbana, criada na velocidade da “urbs”, na agitação do homem moderno e na força de propagação da internet.

O livro traz um capítulo especial dedicado aos poetas músicos brasileiros, como Chico Buarque, Vinícius de Moraes, Tom Jobim, Geraldo Vandré e Cazuza, entre outros ao todo, mais de 160 poetas são apresentados, alguns com poesias no original e traduzidas para o português, todos no contexto de suas épocas. A autora escolheu as poesias que julga mais representativas. Entretanto, Ruth deixa claro que não há reservas ou críticas pré-estabelecidas, mas um passeio feito a "vol d’oiseau" (rápido olhar).

  

aiba mais sobre Ruth Judice 

Ruth tem 80 anos e este é seu quarto livro. Já publicou dois guias de arquitetura de Petrópolis, um sobre o Palácio de Cristal e outro sobre as Igrejas Neogóticas e vida e obra do pintor holandês Win Van Dijk. Quando jovem, cursou Línguas Neo-latinas pela PUC\RJ. Já avó, prestou vestibular e cursou turismo e Pedagogia na UCP.

Durante dez anos, estudou História da Arte com o Prof.Thales Memória,catedrático da Faculdade Nacional de Arquitetura. Especializou-se em História da Arte e Preservação. Presidiu, por três gestões consecutivas, o Instituto Histórico de Petrópolis, quando coordenou o processo de tombamento municipal.

Membro fundador do Conselho de Preservação do Patrimônio Histórico e Artístico de Petrópolis (1984) e da Sociedade dos Amigos do Museu Imperial (1992), foi homenageada com o título de Cidadã Petropolitana

 

Este artigo foi publicado no jornal Tribuna de Petrópolis em 01/09/09

Atualizado em ( 02-Sep-2010 )
 
RE- INSTALAADO o Instituto Histórico de Petrópolis PDF Imprimir E-mail
Escrito por Ruth Judice   
15-Jul-2010
Instalado o Instituto Histórico de Petrópolis – 11-12-1938 

A data de 2 de Dezembro comemorativa do nascimento do grande monarca, D. Pedro II, que por meio século presidiu os destinos de seu país, foi celebrada com a instalação do Instituto Histórico de Petrópolis, criado sob os auspícios do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Presidiu os trabalhos o prefeito Dr. Cardoso de Miranda, que empossou a primeira diretoria eleita para o biênio 1939-1940 e assim organizada: presidente. Dr. Henrique Leão Teixeira; vice, Dr. Paulo Rudge; orador, Dr. Pedro Calmon; 1º secretário, Dr. Alcindo Sodré; 2º, Sr. Antonio Machado; tesoureiro, Sr. Gabriel Froes; e bibliotecário, Sr. Walter Bretz. Comissão de Contas: Sr.Magalhães Bastos, Professora Germana Gouvêa e Dr. Paulino de Souza. Comissão de História: Dr. Wanderley de Pinho, Dr. Aristides Werneck e Dr. Rangel Pestana. Comissão de Estatutos e Admissão de sócios: Drs. Ascanio  Pimentel, Cláudio Canns e Américo Lacombe.

Ao dar início à sessão o Dr. Leão Teixeira prestou homenagens póstumas aos Drs. Francisco Figueira de Mello e Crissiuma Filho, recentemente falecidos, ambos ex-prefeitos do município, com seus nomes ligados às celebrações do momento. Falou depois sobre a fundação do Instituto e seus fins, lendo a seguir, bela pagina de sua autoria, sobre o repatriamento dos despojos dos monarcas que Petrópolis recebeu genuflexa. Apresentou depois o Dr. Pedro Calmon, que prendeu a atenção da assistência enlevada com a palavra do ilustre acadêmico que traçou magistralmente o perfil espiritual de D. Pedro II, o rei magnânimo que soube exercer a clemência e tornou-se um sábio.

Os aplausos prolongados refletiram quão acertada fora a escolha do orador, do que dizer do presidente, que encerrou a reunião com referências elogiosas aos Drs. Yeddo Fiúza e Cardoso de Miranda, a cujas administrações a novel agremiação deve a sua criação para honra e glória dos saudosos imperantes que na terra que tanto amaram descansam em paz.

Os Srs. Alcindo Sodré, Paulo Rudge e Walter Bretz, depositaram no pedestal da estátua de Pedro II, lindo ramo de flores.

Foram distribuídos pelos sócios do Instituto exemplares encadernados do primeiro volume sobre os trabalhos da Comissão do Centenário de Petrópolis.

 

Re-instalado o Instituto Histórico de Petrópolis – 13 de março de 1981 cidade_aberta_ruth057.jpg

O instituto histórico que vinha funcionando no arquivo do Museu imperial acaba de mudar-se para a casa de Cláudio de Souza, na Praça Rui Barbosa, instalando lá sua sede própria,

Certo que a cede ainda não é própria, que a casa foi cedida pelo Museu Imperial, mas, já é o primeiro passo de autonomia que tentamos dar.

A primeira sessão no novo endereço não será tão solene quanto a da inauguração em 2 de dezembro de 1938, quando: “A primeira directoria effetiva, sócios, intellectuaes e pessoas gradas após a solenidade” aparecem numa foto antiga da “Pequena Illustração”.

Sem receita própria ainda, pouco podemos fazer. Nossas finalidades estão voltadas para criar receita. A partir daí as realizações virão.

Temos a consciência que somos a Memória de Petrópolis. Nossa pretensão é pois cadastrar essa Memória, não só para consultas presentes, como pra que fiquem guardadas  para o futuro.

 
Atualizado em ( 02-Sep-2010 )